O trado manual é a primeira ferramenta que entra no terreno. Em Santos, com o lençol freático raso e a umidade constante vinda da Serra do Mar, a agilidade da sondagem a trado faz diferença. Nosso equipamento permite furar até 5 metros em solo sedimentar, coletando amostras deformadas a cada metro ou sempre que o material muda de cor, textura ou plasticidade. Sem precisar de água ou fluido de perfuração, conseguimos sentir a resistência do solo na manivela — e essa percepção tátil, somada à classificação em campo, entrega um perfil preliminar confiável para projetos de fundação rasa. Em terrenos próximos ao estuário, onde a variação de solo mole para areia compacta ocorre em poucos centímetros, complementamos a investigação com o ensaio CPT quando o cliente precisa de um perfil contínuo sem perturbação das camadas.
Em Santos, o nível d'água quase nunca está abaixo de 1,5 metro — planejar a escavação sem esse dado é cavar uma piscina involuntária.
Procedimento e escopo
Particularidades da região
O solo do Gonzaga não é o mesmo solo do Macuco. Enquanto o Gonzaga assenta sobre areias quartzosas bem selecionadas com baixa plasticidade, o Macuco e a região portuária carregam aterros sobre mangue, ricos em matéria orgânica e com resistência quase zero nos primeiros metros. A sondagem a trado expõe essa diferença com clareza: no Gonzaga o trado desce firme e o furo fica estável; no Macuco a lama preta gruda na rosca e o cheiro de decomposição é inconfundível. Ignorar essa variabilidade — tratando Santos como um solo homogêneo — leva a fundações subdimensionadas e recalques diferenciais que aparecem em menos de dois anos. Por isso, mesmo para obras simples, cruzamos os dados do trado com a estabilidade de taludes quando há cortes previstos, e com o ensaio de placa para confirmar a capacidade de carga em terrenos críticos.
Conteúdo em vídeo
Normas aplicáveis
ABNT NBR 9603:2015 – Sondagem a trado, ABNT NBR 6484:2020 – Sondagem de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 6502:1995 – Rochas e solos – Terminologia
Outros serviços relacionados
Coleta e Classificação em Campo
Amostras deformadas coletadas metro a metro, com descrição tátil-visual da cor, textura e plasticidade. Registro fotográfico de cada furo e coordenadas georreferenciadas.
Medição do Nível d'Água
Monitoramento do NA durante a perfuração e leitura estabilizada após 24 horas, essencial para definir cota de escavação e rebaixamento em Santos.
Perfil Geotécnico Preliminar
Desenho do perfil do subsolo com camadas identificadas, profundidade do impenetrável e recomendações para campanha complementar com SPT ou CPT.
Parâmetros típicos
Perguntas e respostas
Quanto custa uma sondagem a trado em Santos?
Uma campanha básica com 2 a 3 furos de até 5 metros em terreno urbano plano parte de $100.000, já incluindo deslocamento da equipe, coleta de amostras e emissão do perfil geotécnico. Terrenos com acesso restrito ou necessidade de mais furos têm orçamento ajustado caso a caso.
Qual a profundidade máxima que o trado atinge em Santos?
Depende da posição do lençol freático e da compacidade do solo. Na prática, em Santos raramente passamos de 5 metros com trado manual, porque o NA elevado e a areia fofa dos cordões litorâneos dificultam a estabilidade do furo. Acima disso, recomendamos complementar com SPT.
A sondagem a trado substitui o SPT?
Não. O trado é uma investigação preliminar para classificação e definição da campanha de sondagem. Ele não mede resistência à penetração (NSPT) nem coleta amostras indeformadas. Para projetos estruturais, a NBR 6122 exige SPT obrigatório.
Em quanto tempo o relatório fica pronto?
O perfil geotécnico preliminar sai em até 48 horas úteis após a finalização dos furos. Se houver ensaios de granulometria ou limites de Atterberg contratados junto, o prazo total é de 5 dias úteis.
